terça-feira, 13 de maio de 2014

Quando passei no exame da Ordem




Preciso falar a respeito, é com imensa felicidade, que venho agradecer aos meus amigos que, com muito carinho, me parabenizam desde ontem pela minha aprovação na OAB. Estou lisonjeado com as mais de quatrocentas curtidas no meu post de aprovação, sem falar nas ligações, sms, whatsapp, abraços pessoalmente, enfim, a demonstração de carinho que recebo dos meus. Recebo pois, daria se ao contrário fosse. Torço pelos meus, e fico feliz a cada vitória de um amigo. Desejo o bem que quero para mim.

Quando, por outras vezes, perdi esta batalha, mesmo sentido, ficava feliz com a aprovação de um colega de sala, e desejava os mais sinceros votos de felicidades. Nesse caminho, sempre ouvi muito: “sua hora vai chegar!” E chegou, parceiro! Na melhor hora possível. Aquele clichê de que tudo tem seu tempo, é tiro e queda! E esse é meu tempo, quando mereci, quando amadureci, e quando tudo se encaminha na minha vida.

Se eu vou me gabar pela aprovação?? Ah vou, velho! Vou me gabar e muito! Por inúmeros motivos... Vou me gabar por fazer parte desta minoria que alcança esta vitória, vou me gabar por todas as vezes que chorei aqui, onde estou sentado agora, conferindo o resultado neste mesmo monitor que ora encaro, com os dedos trêmulos neste velho teclado cansado de digitar minhas lamentações, e olhar pra minha mãe que aguardava o resultado tão ansiosa  quanto eu e dizer: “não passei, mãe!”. 

Vou me gabar mais ainda, por aqueles que riram quando eu chorei essa derrota, porque riram, ao menos um riu. Eu lembro! E agora até agradeço, aquela zombaria me fez tão forte, que acredito que foi enviada por Deus. Eu precisava de um estímulo assim. Obrigado, camarada!


Ontem o meu quarto assistiu uma cena diferente, gloriosa, digna de merecimento. Dessa vez eu até chorei, mas não foi de tristeza, muito pelo contrário, foi de uma nova alegria que esperava há tempo, até então desconhecida em mim, e aqueles que por isso passaram, sabe do que falo, com palavras é difícil explicar, mas tudo se esclareceu quando vi no olhar da minha mãe um brilho de felicidade. Vencemos, MÃE! Agora sim, diga pra Deus e o mundo que seu filho é um ADVOGADO, que você o fez assim! Obrigado por ter sido tão dedicada à minha educação, por nunca me deixar perder o rumo, por ser presente e me amar tanto! O mínimo que posso te dar é um pouco de orgulho, recompensando todo o seu esforço!

Obrigado verdadeiros amigos e primos que por mim torceram, apoiaram e estiveram ao meu lado sempre. Sem me julgar, sem questionar, apenas apoiando e acreditando. Uma das piores coisas em reprovar a OAB, é que as pessoas pensam que você não estuda, e você lá, se esforçando, estudando, mas se o resultado não vem, sua credibilidade fica abalada. E não é assim! Conheço inúmeras pessoas, super preparadas, inteligentíssimas, esforçadas, que estudam dia e noite, e ainda não alcançaram essa meta. Pra estes eu digo: é uma questão de tempo, nobres guerreiros. Em breve vibrarei com vocês essa vitória também.

Dedico esta vitória em primeiro lugar a Deus, depois as quatro mulheres da minha vida, Minha mãe, minha tia Ana, minha Vó Terezinha que tanto orou, e minha amada namorada Marise. Vocês fizeram diferença em mim! Dedico também ao meu amado e inesquecível pai, que onde estiver está orgulhoso, pois seu filho seguiu um de seus passos, e também se tornou advogado. Não menos importante, meus primos e amigos verdadeiros, pois sem vocês, fraco sou, vocês me fortalecem e juntos seremos sempre mais fortes e imbatíveis! Agradeço a todos os professores, sem cometer a injustiça de citar nomes, pois muitos colaboraram diretamente para este resultado.

No mais, contem sempre comigo, como amigo e como advogado.

E como disse Renato Russo:
“E nossa história não estará pelo avesso assim, sem final feliz. Teremos coisas bonitas pra contar. E até lá, vamos viver, temos muito ainda por fazer, não olhe pra trás, apenas começamos! O mundo começa agora. Apenas começamos!” 

Mariano Sá.

Romance em Santa Maria



“Às vezes eu chego cedo demais. Apresso-me, e algumas pessoas se agarram por mais tempo à vida do que seria esperável.” Disse a morte no Best Seller A menina que roubava livros.

Saíram para dançar naquela noite fria, que mais tarde aquecera. Eram jovens, eram muitos.
A noite, quase sempre, é aliada dos jovens, vilã de alguns, mas é na noite que o mundo é nosso, longe dos pais, longe de tudo que nos protege. Perto da intensidade, do perigo, dos tantos segredos que tantas vezes não são só nossos.

Muitos deram seu último beijo, viveram uma paixão sublime e imediata, tão curta quanto a própria noite. Pularam em roda abraçados com os amigos pela última vez, conheceram o amor da sua vida que, no entanto, não viveu. 

Talvez aquela garota que escapou, beijou o ex futuro pai dos seus filhos, e o telefone que trocaram, jamais irá tocar. 

Muitas histórias começaram naquela noite, por lá findaram ou, de lá continuarão, e terão inúmeras, Santa Maria vai render muitas histórias na prateleira dos dramas, terror e suspense, e, porque não, romance.

Eles eram tão livres, dançando, cantando, eram tão soltos. Num segundo se aprisionaram, sufocados numa espécie de inferno, sem oxigênio, só calor e dor aspirando a morte.  

Eles eram bons, só lutavam pela vida, e nesse estado de necessidade, qualquer corpo amigo era um chão, a vida gritava desesperada por uma chance, e a sua própria, vale mais que a alheia, por isso pisaram, puxaram e empurraram outros, apenas para prolongar aquela noite, e assim chegar em casa para ver os pais mais uma vez. E estes, coitados, nada puderam fazer, pois não podiam prever tamanha tragédia.

Diz o moço dos hermanos: “ e se eu fosse o primeiro a prever e poder desistir do que for dar errado?” 

Dispenso a previsão, é preciso viver pra descobrir, é preciso morrer pra ensinar. Porque em breve virão legislações alterando regulamentos que irão prevenir acidentes que se tornaram previstos, mas que em nada mencionará o imprevisível, porque este, amigo, é desconhecido. Afinal, quem diria, Brasil?

E ficou, um pouco da história, numa canção de Nando Reis que, ironicamente, se chama Santa Maria e fala de um romance que nasceu e morreu no mesmo lugar, e diz, lindamente:

“Depois você tirou as botas e completamente linda adormeceu, o sono é a poesia com um texto tátil, e assim foi que de Santa Maria nos separamos, e ela ali permaneceu, embarcamos pra fazer a última viagem, e eu me lembro do seu rosto, do seu gosto, dos seus dedos que entre os meus se confundiam e pareciam ser um do outro, entrou pra sempre dentro do meu corpo, o seu corpo se escrevendo em minha pele, e o amor nos perguntou, e nós dois dissemos que fim.”

E assim deixo, os sinceros sentimentos, de mais um jovem que se sujeita ao perigo sem saber de onde ele vem, que crê que é inatingível pelo mal, que gosta de viver e tem medo da morte.


Que Deus conforte todas as famílias das vítimas e refresque as tantas almas que já purgaram em sua partida. #Luto

Mariano Sá

Quando perdi um primo-irmão


(Última foto que tiramos juntos. Uns 2 meses antes do acidente. Edvaldo o primeiro da esquerda para direita.)

Dois mil e doze ia bem, tudo muito certo, tudo muito bom, a paz e a felicidade andava abraçada conosco e foi assim até ontem. 

Algo aconteceu, talvez uma desordem na engrenagem do caos, um freio brusco da vida, um descuido do anjo da guarda. Talvez um error in persona, é, deve ter sido, levaram o cara errado por engano.
Perdi um primo, mais que isso, um irmão. Aqui nada que vou escrever é um clichê pós óbito ou coisa do tipo, no que adjetivar meu primo Valdinho, relacionado à alegria, ainda é ínfimo para o sentimento que ele transbordava. 

Era impossível, repito, impossível conversar cinco minutos com ele sem uma gargalhada, por mais sério que fosse o assunto. Meu primo viveu tanto em tão pouco tempo, que parece que sabia que sua vida seria curta, se divertiu e divertiu muita gente, muito a gente.
Sempre nos cumprimentávamos com um abraço e um beijo no rosto, e entre nós, eu e seus irmãos, tão meus irmãos, trasnsborda(va) carinho. Quantas vezes, bêbados ou não, nos abraçamos pra dizer “eu te amo, meu primo! Você é meu irmão!” E como sua companhia era agradável, como era bom te ter por perto, como você vai fazer falta, meu primo.
Você estava tão feliz porque comprou seu carro novo, e eu cá, tão feliz pelo êxito na OAB, e você tão feliz por mim e eu tão feliz por você, e tudo dando certo em nossas vidas, e agora eu me dou conta que vai faltar um copo americano naquela mesa de bar pra brindar com você, que o telefone não vai tocar para eu atender já rindo dizendo: “Coooonta, meu primo!”
Conta primo, me conta num sonho o que aconteceu, conta qual foi a curva que tu se perdeu e flutuou naquele abismo, num voo único e sem volta, levando todos os sonhos, arrasando nossos corações, deixando tanta saudade, deixando nosso time incompleto, um desfalque que não tem substituição, nem nunca terá!

Eu estou de coração partido, há pouco me dei conta que o fato de nunca mais te ver pessoalmente, digo, fisicamente, é uma realidade. Eu lembro desse sentimento de perda, e agora sinto novamente, nunca mais vi meu pai, mas Deus me proporcionou alguns poucos, mas lindos sonhos com ele, que pareciam encontros, e espero sonhar contigo, dar aquele velho abraço, dizer que te amo, que tu é meu irmão!
Hoje ergui teu caixão com a mesma mão que tanto apertou a tua, com a mesma força que estava a tua disposição, desses braços fracos, com esse ombro tão recíproco ao seu, para alegria ou tristeza, dos tantos consolos e abraços que demos durante os 25 anos que convivi contigo. 

Obrigado, meu primo! Parabéns por tua passagem honrosa pela terra, a láurea da alegria veio e foi com você. Que Deus conforte sua mãe, tão minha também, minha mãe de leite, querida tia Marlene, seus gritos ainda ecoam na minha cabeça, mas Deus há de confortá-la. 

Meus outros três primos, Ulisses, Erlon e Elder, eu não preciso dizer que contem comigo, pois vocês sabem com quem contar, sabem de cor. Tio Val, que Deus te dê a força necessária para amparar sua família.


Findo com a imagem de uma mensagem que Valdinho me enviou quando eu passei na 1ª fase da OAB. Sim, primo, estaremos juntos SEMPRE! Vai com Deus!

Do meu brother para mim



Foto antiga, réveillon de 2008. Recife, boa viagem, Acaiaca beach.

Ele sempre foi popular. 


Um capeta quando criança, alguns diziam que aquele menino só podia estar possuído, diante de tantas travessuras.


Até os dez anos de idade, não conseguia ter uma babá, pois todas as muitas tentativas não ultrapassavam o primeiro mês. Elas se demitiam. Por justa causa.

Aos juízes precipitados, que arbitram a vida alheia, um revés. Não perceberam a essência.

Não era apenas um bom coração. Era mais. Graças à popularidade construída com seu jeito extrovertido, com suas "maloqueirisses", e uma boa dose de verdade, logo mais a frente, se tornaria um bom coração com alcance e repercussão em muitas vidas.


Já eu, nunca fui super popular. Nunca precisei.

Quase sempre incluído nos acontecimentos, tinha passe-livre aos mesmos grupos.


Era o exemplar perfeito daquele que sofre bulling. Nerd, quatro-olhos, fundo de garrafa, e cabelinho de cuia. Mas como podia sofrer bulling o melhor amigo do mais popular?

A retribuição vinha através de amizade verdadeira, desde sempre sem melindres e babaquices. O egoísmo não vinha ao caso, já que um defendia ao outro por puro egoísmo.


O tempo foi passando e juntos fomos crescendo.

Dividíamos tudo que era legal. Companhia, pensamentos, brincadeiras, esportes, video-games, festas, e, eventualmente, até as meninas.

Ele pedia para eu ser menos nerd, menos irônico, menos sarcástico, pois muitos de seus coleguinhas não entendiam o que eu falava e achavam que eu era meio idiota. Cabia a ele convencê-los que eu era legal e normal. Cabia a mim me divertir com a situação.

Eu sempre ganhava as apostas e ele insistia em continuar apostando comigo. Às vezes, pensava até que ele gostava de perder pro seu brother. Não tinha outra explicação.


Ensinei pra ele como gostar de Chico Buarque. Ele me mostrou como chegar naquelas menininhas. Aprendi, gostei, e até brincava às vezes de furar o olho do amiguinho.


Um acabou ensinado ao outro, ao longo dos anos, o valor inabalável de uma amizade.


A barba cresceu. Fui morar no Rio. E ele me mandou uma música, composta, tocada e cantada por ele mesmo.

Ele canta mal e toca mais ou menos, mas naquele dia, já no RJ, eu escutei uma das músicas mais fodas e significantes da minha vida. Era, no fim das contas, um lembrete.


Um lembrete de que, apesar de qualquer distância, e de qualquer ação do tempo, a nossa amizade sempre será aquela, dos tempos de criança.


Um abraço, meu brother.


André Falcão.

Para meu brother.



Desde os primórdios da formatura do ABC aos dias atuais, meu melhor amigo! 
Criados num prédio da Ernesto de Paula Santos, acostumados com histórias
de tubarão, trombadinha da Entra Apulso e prisão em elevador.


Minha infância de filho único nunca exigiu um irmão, porque eu já tinha,
estava sempre lá, no quinhentos e dois, era só pedir pra Bida interfonar
e falar que achei uma nova passagem em Zelda que o brother descia voando
pelas escadas pra comemorar comigo.

Nunca foi bom de bola, perdia pra mim no ping-pong, era acirrado no winning eleven, mas vencia no Mário Kart.
Usava um óculos fundo de garrafa, tinha(ainda tem) cara de nerd, deu o primeiro beijo com uns 13 anos de idade e arrumou a primeira namorada aos 16.

Estivemos juntos por todas essas fases de "evolução". Vi o primeiro porre quando ele vomitou até a alma e teve que dormir na minha casa porque tia Edna não podia saber que o filho dela era um bêbado insano (brincadeira, tia), e mesmo assim chegou tocando lá as 6 da manhã pra buscar o embriagado que acordou precisamente sóbrio com o susto.

Vi July(poodle) recém nascida, vi buchuda, vi ter filhote, vi dar pro filhote, embuchar do filhote e viver nesse ciclo de cachorrada latindo quando eu tocava a campainha.

Fui o primeiro a raspar a cabeça dele quando passou no vestibular.

Quando ganhei o primeiro carro ele era o co-piloto e a gente fazia pega a 100km/h na Av. Boa Viagem.
Quando ele ganhou o primeiro carro ele parou de fazer pega. ¬¬

Pegamos a febre de Counter Strike em Recife, íamos procurar pelada na praia e cada um ia pra um time, obviamente que o meu ganhava. Matinê da Fashion, tua mãe deixava a minha pegava, vice-versa. Vi tu virar casaca, arrumar um estágio, um emprego, outro emprego, arrumar uma nêga, ir trabalhar em outro estado, depois em outro, agora outra nêga e, enfim, para nossa felicidade, vi tu colar grau, bicho.
Claro, formado já era, muito capaz por sinal. Mas foi irado te ver de beca e capelo concretizando todo esse ciclo.

Brow, bendito encontro nessa vida. Te desejo todo sucesso do mundo, sua felicidade também é a minha, sua mãe também é um pouco a minha, e essa camaradagem, de certo, vai além dessa vida como provavelmente ultrapassou
outras.

E a sensação é que mesmo tu aí nas Curitiba, é como estivesse lá no 502, e quando eu quiser falar contigo, é só pedir pra Seu Jenário dar os toques pra gente bater aquele velho papo com cerveja e pá.

Te amo, mamão! É nós sempre. Eu titular e tu banco! 



Do seu brother,

Mariano Sá

Sobre juventude.


Adendo: Eu tinha 25 anos quando postei este texto. Farei 28 semana que vem.

Uma coisa me chamou atenção na missa hoje...

Dentre as intenções da missa, uma delas foi a oração por Tarsila Gusmão
que, se estivesse viva, completaria 25 anos.

E eu lembrei daquela semana tensa, em que se comentava em todos os colégios de Boa Viagem, quiçá de Recife, sobre o paradeiro das adolescentes, lembrei também da chamada do Plantão da Globo, ao vivo, quando encontraram os corpos, e como aquilo na época nos chocou, e virou exemplo clichê entre pais, diretores, psicólogos, e qualquer adulto que por muitas vezes esqueceu que também já foi jovem e fantasiou que em seu tempo as coisas eram diferentes. Não eram e nunca será!

Jovens serão sempre jovens, astuciosos, curiosos, loucos por aventura e pela vida.
Ansiosos por prazeres, liberdade, paixões. Jovens mentem para os pais, não por maldade,
mas por mera inocência ou para privá-los das "novas experiências" que, sem saber, já foram vividas pelos próprios pais.

E pais, cá pra nós, também são hipócritas, mas não por maldade, e sim por um instinto protetor de querer poupar os filhos dos riscos que eles próprios correram. E esse é o ciclo, assim seremos com nossos filhos...
Como disse um poeta: "ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais."


Obrigado, Deus! Obrigado pelos meus 25 anos completos e bem vividos, continue a me proteger e proteger todos os jovens do mundo.

Meu amigos, primos e conhecidos.

E a estes, eu peço, vivam com responsabilidade, dose bem os seus prazeres, corram menos riscos.

É, eu sei, eu também estou sendo hipócrita!

Mariano Sá

O show de Marcelo Camelo (Acho que foi em 2011)


Adendo: Sou fã do cara.


Quando se trata dos hermanos, logo, muito se espera. Principalmente quando rola inovações.
Pois bem, eis que vem o barbudo de Malú, com um show voz e violão. Não tem como ser ruim, não é verdade? Porém, foi muito aquém e deixou a desejar.
Marcelo, pouco empolgado, já é meio preguiçoso, e sem uma banda, pronto, acabou-se!
Outra coisa, não dá pra tocar marchinha sem o metal, sem percussão, não rola. Copacabana, talvez nem seria tocada, mas surgiu uma voz escrota da platéia que disse “toca Copacabana” num tom rouco e agudo, sei lá. Só sei que foi engraçado, e foi um raro momento que Marcelo demonstrou um pouco de simpatia – coisa rara nos hermanos – e brincou: - vou tocar só pela voz que pediu.
Falando em simpatia, sabemos que não é o forte dos caras, principalmente de Marcelo e Amarante, há uma certa boçalidade mesclada com narcisismo, que blindam eles e os tornam, por muitas vezes, insuportáveis(sem cantar, claro). 

Eu sei, deve ser chato escutar burburinho na platéia, mas, quase que sutil, o barbudo,  com outras palavras, mandou um “cala boca Recife”, e um “não me fotografe”. Mais ou menos assim: “Eu sei que muita gente quer botar o papo em dia mas tem outras pessoas que estão afim de curtir o show, então por respeito aos coleguinhas, silêncio.” E emendou: “outra coisa, o flash (da câmera) só alcança três metros, não adianta você tirar foto porque sua foto vai ficar horrível e o palco já está iluminado.”
Ok, Marcelo, desculpe nossa falta de educação. Isso se deu também, por culpa de uma quantidade de fãs modinhas que estavam por lá ontem. Eu juro, Marise está de prova, tinha uma menina sentada ao meu lado, que passou o show inteiro no facebook pelo smartphone, não cantou uma música, mas tirou muitas fotos e postou no instagram. Lamentável!!
Atrás da gente tinham três pré-adolescentes que, creio eu, viram aquela barba pela primeira vez, eram dois meninos e uma menina, todos histéricos.

Enfim, os três choraram o show inteiro!! EU JURO!! Tava dando pena, as criaturas já estavam desidratadas, choravam aos prantos e diziam “ai meu Deus” constantemente. Isso acabou sendo engraçado e eu me diverti muito!
Voltando ao show, nota cinco, Camelo!
E aqui vai um conselho, largue de ser pirangueiro e volte a fazer turnê com sua banda, você sozinho é meio sem graça. Falo com prioridade. Seu show ano passado foi um dos melhores que já fui. Foi lá no clube Internacional, com banda, samambaias espalhadas no palco e muito mais animado. Voz e violão deixa pra Toquinho.
Foi bom ouvir casa pré fabricada, para mim, uma novidade, nunca vi você cantar ela na carreira solo, é bom ouvir sua voz, a suavidade das melodias e suas letras super inteligentes. Mas com banda é muito melhor! 

Não posso esquecer de elogiar a presença de Thomas Rohrer, deu um show no violino, e ajudou a elevar a nota do show para cinco.
Os fãs verdadeiros já te conhecem, não vão esperar muita simpatia, nem que você interaja muito com o público, mas com certeza vão esperar um músico mais empenhado no palco, com mais empolgação e vontade de fazer um grande espetáculo, o que não vi ontem!
Hoje paguei dez reais no Le Cirque, e valeu muito mais do que os oitenta(em 2 ingressos) que paguei no show do Camelo.

Sem mais, 
Mariano Sá.