sexta-feira, 30 de junho de 2017

O amor é livre



Diga o que disserem, caro leitor, mas amor é isso! Todo o dogma de “na alegria e na tristeza” se esclarece, quando se olha um imagem dessas. O amado é preso, mas o amor é livre. E já sabemos, que se ama de algema também, danado.

Eis lá, caro Belch, um marginal bem sucedido. Deve ter tocado o terror, mas plantou amor n’algum coração, olha só que ladrão de sorte. Garantiu a visita íntima e um telefonema clandestino. O amor é como o sol e sabe como renascer, mesmo se o sol nascer quadrado, nego! 

Bela imagem pra um sexta-feira. Mirem-se no exemplo (do amor, por supuesto).

É por isso que nois escreve, com amor e anarquia.

 Mariano.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Se eu fosse amigo de Fábio Assunção

Ei Fabão, que cachaça loka foi aquela, pai? Puta que pariu! Meteu o loko nos puliça, foi bater no camburão, geral filmou! Mitasse pai! 😂😂😂😂😂😂😂😂😂
 
Tu cheirou de novo, né miseravi? Já disse pra tu parar com essas porra! Mas foi resenha, velho. Quem nunca tomou uma cana doida, né não?

Esquece os árbitros da vida alheia que tão ali só pra apontar os erros se esquecendo que a hipocrisia é coisa feia e geral anda praticando ela de cara, na cara lisa da sobriedade, sem ter nem a desculpa de culpar a cachaça.

Quero te ver assim mais não, porra! Esfria a cabeça, curte essa ressaca e se trata, mano! Isso vai passar!

Conta comigo!

Falou.

Se Fábio Assunção fosse meu amigo, ia receber essa mensagem hoje.

Mariano.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Conto de um amor que foi mas voltou

Me ligou, dia desses, o brother desolado.

- Bia terminou comigo. Disse de cara.

- Porra, véi! E qual foi? Perguntei, né!

- Então, sei lá. Do nada. Saporra é doida. To fudido aqui.

Pior que já liguei pra ela umas dez vezes, as primeiras chamavam, agora nem isso. Acho que ela me bloqueou.

Até então não sabia se o brother queria um conselho ou queria desabafar, mas eu tava lá, pra um ou pra outro.

 - O que eu faço? Perguntou. Era conselho mesmo.

“Não pule de uma ponte!” Parecia o conselho mais cabível no momento.

Pedi pra ele parar de ligar, dá um tempo a ela. Deixar ela aspirar a responsabilidade de ter terminado uma relação, sem desmerecer a bravura da moça em tomar tal decisão, que, por muitas vezes é necessária.

Às vezes o relacionamento pode cansar, e parece que o amor saiu pra passear e não faz mais ronda por lá.
Falsa ilusão. A solidão é a mão que tira, do fundo do baú, o verdadeiro amor. “Ela vai voltar, negão! Tu vai ver” Falei mais por consolação, mas eu acreditava nisso sim.

Marcamos de tomar uma cerva pra conversar, mas, morando distante, dificulta o encontro, e o motivo perecerá, se bem que, assunto não falta com o irmão.

Andei acompanhando de longe, nas redes sociais, a vidinha dos dois. De longe ela estava bem melhor. Radiante. Bonita que só ela. Altos selfies na balada fazendo biquinho.

E o brother lá, farra meia boca, mesa de bar, selfie com o cachorro, parecia cantar aquela de mombojó “eu quero ver você dançar em cima de uma faca molhada de sangue enfiada no meu coração”. Tava foda!

Numa breve conversa pelo whats, falei pra ele: Segura a onda, que ela não vai aguentar esse ritmo muito tempo não. Vai pedir penico.

Já dizia Bruno e Marrone (Só Bruno mesmo que diz), “o frio da solidão não perdoa ninguém.” To ligado que na ressaca do domingo, ela sentia falta da companhia pro Netflix. Quem não sente? Eu to falando de um amor de verdade, namoraram anos. Se gostavam pra caralho.

O brother lá já deu suas vaciladas. Nunca perdeu o dom da cafajestagem, mas tinha devoção pela sua amada. Tava ruim das pernas. Cara de saudade da porra naquele selfie com filtro de cachorro do snap. “Puta que pariu, posta mais essas merdas não que nem ela, nem ninguém vai te querer mais.” Alertei num comentário in box.

Passei um tempão sem falar com ele. Mandei uma mensagem tem mais de uma semana: “ E aí?” Visualizou, não respondeu.

Vi ontem, ele postou um selfie na praia: Ele, cerveja, camarão e Bia!

Puts, feliz pra caralho. Precisa nem responder mais. Deu certo!

Ainda bem que toda história de amor é assim, tem idas e voltas.

Sejam felizes e cuidem-se.

Mariano.

PS: Não é Bia o nome verdadeiro.

QUAL SUA NATUREZA?



Eu lembro que li um provérbio chinês, desses que se espalham pelo whatsapp, sobre um velhinho sábio (porque todo velho chinês é sábio), que salvava um escorpião que se afogava, todas a vezes que o tirava da água, o escorpião o picava e caía na água de novo, e o velhinho, incansavelmente, ia lá e o salvava de novo, era picado novamente e a porra do escorpião caía na água novamente. 

Até que um transeunte, vendo aquela cena, pergunta ao velho porque ele continua ajudando o aracnídeo que o pica. 

O velhinho responde que a natureza do bicho é picar e a dele é ajudar, fim.

Semear o ódio é tolice. É criar o que vai te engolir. Ninguém se sente bem quando está raivoso, ter ódio é manter a constância desse sentimento. Retrucar ódio com ódio não resolve nada.

Fogo, gente, a gente apaga com água. Respire fundo, conte até dez se for preciso, mas releve os odiosos. 

Se não a gente vai sair por aí tatuando na testa de geral, a nossa infame natureza.

Bora amar!

Mariano.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Quando trintei



A cada ano o desejo se repete de viver outros tantos, e cada “muitos anos de vida” são bem vindos, porque afinal, esse é o desejo: viver! Ninguém vive a conta-gotas. Ninguém torce pra viver mais um ano e no ano seguinte pedir mais um e assim sucessivamente.  A gente sempre mira alto quando o assunto é longevidade da vida. A gente sempre quer dos 80 pra lá e sem bengala, viu? Tem que ser viril, jogando bola e tomando uma.

Eu quero viver de 30 em 30, a cada trintênio renovarei os sonhos dos próximos anos, mas sem esquecer os anteriores formadores do presente. Porque intrinsecamente nos meus 30, tem coisa dos oito que ficou, ideais dos doze que carrego até hoje, personalidade dos dezesseis que Deus me livre que mude. É uma essência infantil que funciona como alicerce e eu não posso perdê-la. É viver na busca incansável de crescimento pessoal, para ser alguém sem deixar de ser quem eu sou. Esse é o plano.
Das coisas que já escrevi tem uma que gosto muito, porque me define bem:

“Querer tudo como quem não quer nada, deve ter sido meu grande disfarce de interessado desinteressado. É que eu sou mangueboy e desorganizando posso me organizar.”

Na verdade eu parafraseei D2 e Chico Science que provavelmente leram Coríntios, pra lembrar que Deus escolhe as coisas loucas desse mundo para confundir as sábias, porque ele sabe, nas entrelinhas dessa elipse, que tem coisas que só os loucos sabem, e que a própria vida em si, é loka, nêgo, e nela eu to de passagem – pra não deixar racionais de fora.

Eu vivo teimando em tirar algum aprendizado das coisas mais simples, d’uma música que ouço, d’uma partida de futebol, de algo que leio pichado na parede e por aí vai, o mundo tá cheio de poetas e gente disposta a ensinar algo despretensiosamente, como um transeunte que deixa cair uma flor, quando é de uma flor que precisamos. 

Eu vou continuar carregando, pelos próximos trinta anos, um otimismo gigante, na crença de que tudo vai dar certo na minha vida e na dos outros, e seguir invicto, pois nessa vida só se perde pra valer uma única vez, e que esta demore.

Eu sou daquela safra boa de oitenta seis, meu velho. Sem gato, oito-meia batido, infância boa, duas copas do mundo no currículo, alvirrubro desde pequeno, pra aprender a perder nessa vida e a amar na alegria e na tristeza. Atacante nato, destro, sentava no fundão, da turma do abraço, gaiato, bagunceiro, fominha e raçudo, o resto é extra campo.

Que venha 2046, que a gente vai levando entre sonhos e choques de realidade, do jeito que dá, só por pirraça e por muita vontade de viver mesmo, por amor a vida e ao próximo, vestido e armado com as armas de São Jorge, pra seguir invicto, sempre incluso na lista de Moisés, pra passar quando o mar vermelho abrir.

#1986 #trintei

Salgueiro, 19 de maio de 2016.

Mariano Sá.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Dezembro/2016









Eu tenho lido lamentos de um 2016 mal sucedido diariamente em minha time line, e não consigo engolir macio, tamanho chororô. Tragédias à parte, política à parte, olhem para si, meus amigos chorões que tanto riram nesse ano. Pô, foi bacana! Óbvio que não prego o egoísmo de olhar apenas para o próprio umbigo sem se importar com os demais, longe de mim. Minha “esquerdopatia” não permite.  Mas a saúde, as amizades, a diversão e o amor, bendito amor, foram aliados em 2016, e isso já é um up danado para elevar as estrelas desse ano.

Creio que tudo vem de um pouco de olhar otimista. É tudo à base de crença e fé: tudo vai dar certo! Pegue os fragmentos de coisas boas que aconteceram nesse ano e te aproximaram cada vez mais do mais esperado e olhe para isso como evolução. Deu pra sacar? 

Tipo, seja lá o que você almeja, ligue os pontos que te aproximaram desse objetivo, mesmo que não tenha alcançado este por inteiro. Degraus, meu caro. Foque na subida. Tamo junto!
A gente sabe que no engenho dessa vida, rapadura é doce mas não é mole. Então pois, jovem, amoleça o coração e seja paciente, porque afobamento é amigo da depressão, em tempos que rivotril é cocada, foca na dieta fitness pra deixar a alma sarada.

Nem quero tocar no assunto política porque para alguns esse tema pesa uma tonelada e o papo aqui é reto, direto e leve. Então só um #foratemer pra espantar a mazela e trazer esperança para um ano novo com surpresas boas. Já que rolou tag neste parágrafo, deixa-me invocar outra aqui porque vai que cola, né? #voltabelchior o mundo anda cheio de tema bacana pra tu cantar e essa espera já tá demorada demais.

Então fica assim mesmo, à base de gratidão e otimismo, um obrigado 2016, por tudo, inclusive pelas derrotas – sina de alvirrubro – e um desejo de um 2017 inspirador, menos trágico e como o mesmo nível ou maior de diversão, menos que 2016, não aceito.

No mais, eu quero é que esse texto torto feito lábio beije a face de vocês!

Feliz Natal, feliz ano novo, feliz vida! É nois!

Mariano Sá.

sábado, 7 de maio de 2016

Transpor amor




Só pra contar mesmo, que ontem fui ver Dilma, meio que num tom de despedida  - ao menos por 180 dias – já que o golpe tornou-se evidente, porém, a luta existe, meu grito contrário persiste. Mas nem é disso, nem é isso que quero contar. Quero falar da obra. Fomos ao encontro da presidenta numa solenidade de entrega de um dos trechos da obra da Transposição do São Francisco numa zona rural lá de Umãs, quase Cabrobó – terra da massa, Lirinha.

Velho, vi algo surreal. Deixamos o carro e caminhamos quase uns 3km até chegar no local da apresentação. É uma estação elevatória, gigante, numa estrutura mais impressionante do que o hotel sete estrelas famoso de Dubai. É uma realidade pouco vista e muito criticada por aqueles que fazem da crítica ao governo um hobby.

Sim, havia água lá. Água transportada. Água do velho Chico que não faria curva ali senão por esta obra. Água que penetra as entranhas do sertão com intuito de aguar a vida, de matar a sede, de lavar a alma dos que se importam com quem planta e precisa colher.

Eu sei, brow, eu sei! Tolice minha cair nessa conversa fiada de que o governo se importa com as pessoas e a obra foi feita com a melhor intenção de beneficiar os que sofrem com a falta d’água e parará e coisa e tal. Eu sou tolo e talvez cego. Mas a água está lá, tá ligado? A parada funciona, tem gente até mergulhando nessa realidade molhada que inunda o que era seco e faz brotar a sensação de que existe amor ao próximo. Obrigado por quem se importa.

No caminho de volta comentei com Marise, sobre os trabalhadores que participaram dessa gigantesca obra e brinquei, com essa minha mania de cronista amador, de que a história de um desses peões, se encaixaria numa estrofe da música Cidadão de Zé Geraldo. Como a igreja, sabe? Como quem desfruta do que criou.

Tá vendo aquela água, moço?
Ajudei trazer pra cá
Hoje o milho e o feijão
Que aqui brota no meu chão
Vem desse meu regar
Ali sim, valeu a pena
Pois nem a seca plena
De sede irá me matar.

Fica aqui, Dilma, meu singelo registro, nesse textinho xucro, a minha imensa gratidão em nome dos sedentos, dos fracos, dos tolos que, como eu, carregam o otimismo no coração. Em nome das mães, dos 54 milhões e em nome do amor, por mim, você fica! Beijo.


Mariano Sá.